“As dores que nos afligem são as liberdades que nos faltam”
100 anos após a reforma universitária, ainda há muito a ser transformado no ambiente educacional. A reforma significou uma abertura para a sociedade e igualdade de oportunidades
Contudo como podemos transpor esse pensamento de 1918 aos desenhos urbanos de hoje, pensando para os próximos 100 anos? Nosso exercício de fazer arquitetura parte da premissa contextual que diz que: construir cidades implica em se responsabilizar pela paisagem urbana, que, consequentemente, deve responder como uma infraestrutura ambiental que dialogue com seu entorno.
Esta proposta de projeto busca estabelecer esta conexão baseando-se na educação, na busca pelo conhecimento e na identidade de uma cultura, para a geração de espaços de aprendizagem. Pensamento – expressão – intercâmbio – debate – reflexão, são os eixos fundamentais nos quais acreditamos que a educação pode ser provocadora de uma transformação social.
Como desenho de projeto são gerados percursos espaciais, tanto terrestres quanto sobre espelhos da água através do Caminho das Esculturas. No subsolo foi proposto o Museu da reforma e sobre ele o Parque Efêmero que configura um espaço contemplativo em altura, possibilitando o cruzamento da Av. Vélez Sarsfield e finalizando em um Mirante.
Deste local é possível visualizar o espaço multifuncional e os espaços livres, propostos com o objetivo de serem o mais significativo lugar encontro, o coração do parque, atendendo ao que chamamos de Democratização do Espaço Público.
Os acessos principais estão conectados a análise dos atuais usos e percursos, sendo o mais notório o cruzamento de Av. Vélez Sarsfield e Av.Raul Haya de la Torre, atraindo visitantes do Norte. Incluímos no final desse percurso o Parque Efêmero vinculado com o Museu já que um está no subsolo e outro se configura como um espaço aberto construído com placas de concreto que servem de base para exposições transitórias, criando vínculo com o Instituto Hellen Keller, os Niños Cantores e a UTN, através do Parque das Crianças. Por outro lado, o acesso para a Famaf a partir da Av. Dr. Medina Allende tem uma particularidade pois é possível chegar ao espaço proposto para abrigar as aulas a céu aberto. Destacamos a nível tecnológico a incorporação de uma cobertura verde acessível sobre o Museu, a recuperação e reutilização da água da chuva, assim como levamos em conta o escoamento superficial do parque visando armazenamento e posterior aproveitamento na manutenção e irrigação.
FICHA TÉCNICA:
Ano: 2018
Local: Córdoba – Argentina
Universidade Nacional de Córdoba
Trabalho Acadêmico
Graziele Demeneghi Martini
Lucas Aisama
Micaela Echenique